Pra ver a banda passar!
Antes da passagem da Orquestra Imperial em Porto Alegre, um dos membros ilustres dessa big band nos falou um pouquinho sobre o grupo e sobre essa experiência inédita por aqui!
Já faz tempo que venho pensando nas perguntas para os moços, mas me policiei o tempo todo ao elaborá-las, porque se despir da condição de fã em certas ocasiões não é tarefa fácil. Ainda mais quando falamos de figuras que ajudam, através de seus trabalhos e amor pelo que fazem, a escrever a cada dia um pedacinho da história da música brasileira.
Sem muitas divagações, vou contar-lhes que conversei com Nina Becker (a bonita de verde!), uma das crooners da Orquestra Imperial, sobre essa grande banda. Crooner, ou cantora, ela não é apenas a moça que faz uuu ou aaa junto aos vocais, mas aquela que tem o dom de dar o brilho essencial para qualquer melodia. A parceria de vozes com Thalma de Freitas ilumina o palco onde só temos homens. E muitos! Até onde sei 17! Mas como a Orquestra é aquela reunião gostosa de amigos, o número certo, só Deus sabe…
Um dia esse povo todo se reuniu para o que seria um projeto entre amigos, com duração de apenas um mês no extinto bar carioca Ballroom, em 2002. No fim, a idéia foi tão bacana, que se estendeu:
- Era para ser uma apresentação de um mês. De repente a coisa começou a se espalhar no boca-a-boca. Nas apresentações começaram a surgir filas homéricas na porta do bar. Ai, o dono do Ballroom nos convidou para estendermos por mais quatro meses. – conta Nina.
A primeira vez que Nina viu a Orquestra foi da platéia. Seus amigos Kassin e Domenico, do tempo da escola, tinham uma grande banda, e não precisou muito para que o encanto por aquele universo tomasse conta de sua cabeça.
- Achei tudo tão legal que quando vi já estava ensaiando uma música e já estava lá.
Continuamos conversando e meu lado fã saltou com aquela famosa pergunta sobre o motivo da demora para um show acontecer em Porto Alegre, afinal a Orquestra já tem seis anos:
- Não foi por falta de vontade nossa. Há muito tempo, queremos nos apresentar aí. Acontece que somos muitos, então há um custo maior para nós e, além disso, não é muito fácil conciliar a agenda de todo mundo porque é muita gente. Mas finalmente vai sair!
Além de ocupar um dos postos oficiais de crooner da Orquestra, Nina também divide seu tempo com a agulha, sua outra paixão. O amor pela costura e pela música se uniu, e a cantora afirma que “uma é fonte de inspiração para a outra” na hora de criar uma peça, ou melodia.
Para aqueles que desejam ver a banda passar pelo palco do Opinião duas coisas são importantíssimas, conforme Nina:
- Muita alegria! E de preferência, deixem todos os preconceitos em casa!
Estava à toa na vida, o meu amor me chamou…


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